A César o que é de César…neste caso a Pedro o que é de Pedro!

 

Esta é a única coisa do Sporting que vai passar aqui no blog…só para esclarecer!

E partilho por ser a pessoa que é! Este rapazito Ribatejano de Coruche é o melhor especialista em recuperação neuro-muscular de Portugal. Ele que tal como eu nunca aceita um não ou que as coisas são impossíveis de se conseguir.

Em 2015 quando cheguei ao consultório dele no Dramático de Cascais vivia diariamente com dor, tinha problemas de locomoção e tanta limitação física que começa a acreditar num diagnóstico que me tinham dado: com o tempo ia deixar de andar!

Lembro-me de todos os momentos que passámos juntos, de todas as dores, de todos os dramas, de todos os “não aguento mais”. Lembro-me de todas as vezes que quis desistir e ele não me deixou. Lembro-me acima de tudo do momento em que eu dizia não consigo e ele ao invés de gritar comigo como muitos terapeutas fazem por achar que é manha, simplesmente olhava para mim e dizia: amanhã tentamos outra vez. E aos poucos, passo a passo, com calma, com certezas e sem dramas amanhã conseguia mais um pouco e assim íamos evoluindo.

Foram 2 anos muito intensos. Semanas seguidas em que estávamos juntos 2 e 3 vezes. Fazia a A5 em modo automático.

Em junho tive que parar. Teve de ser! O meu corpo não conseguia mais. Precisava de férias. Entretanto a Alice apareceu e aí não dava mesmo para continuar. E eu comecei a pensar que ia regredir, que ia perder tudo o que tinha conquistado. Mas confiei nele e no trabalho dele e aos 7 meses de gravidez estou sem dores. Consigo andar. Consigo carregar a Alice em cima de uma anca que é tão desajeitada que já foi caso de estudo nos EUA.

E à pergunta “como é possível ela andar?” que tanta gente faz ao ver o TAC da minha anca a resposta está nesta pessoa. Que de terapeuta passou a amigo e que me aturou infindáveis horas a acreditar juntamente comigo que o impossível é um limite da mente de alguns que não conseguem ver fora da caixa!

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Somos (mesmo) o que comemos!

Quando decidi mudar de vida foi porque as dores na anca eram tantas que precisava perder peso e ganhar massa muscular.

Nunca me imaginei a ser saudavelzinha. E a verdade é que não sou. Grávida como o que me apetece. Mas como comida de verdade!

E o resultado está aqui:

O médico e qualquer pessoa a quem mostre os resultados do famoso teste da glicose que todas as grávidas são submetidas em modo de tortura não só foi “negativo” para a diabetes gestacional como claramente indica que o meu pâncreas sabe bem o que faz.

O médico ficou atónito. No grupo de mães onde estou no facebook até questionaram se seria normal.

Sim, é normal. É excelente e posso comer doces em barda estando grávida. #invejosas

E a verdade é que eu que nunca gostei de doces, mas grávida dá-me cada vontade que não imaginam.

Continuo com menos peso do que antes de estar grávida. A Alice está bem e recomenda-se. E seguimos felizes nesta caminhada rumo aos 9 meses, ou em linguagem de grávida, 40 semanas.

It’s a girl!!


Vem aí uma Alice 💖

E a forma como descobri foi muito especial. Desde os tempos de Brasil que sempre quis fazer um chá revelação. O meu núcleo familiar somos mulheres. Lógico que entraram logo na onda e tema da festa.

No passado domingo reunimos a família e amigos. Foram 140 pessoas no total. Nunca imaginei que fosse tanta gente, juro!

E perante todos revelamos o que seria. Mas ao contrário do que todos imaginavam nem eu nem o pai da criança sabíamos. Só sabia a minha irmã. E nós achamos sempre que ia ser menino. A surpresa foi total.

Fizemos um vídeo profissional da festa que depois prometo publicar. Ainda vai demorar um tempinho a editar. Dizem os amigos que a nossa cara foi de surpresa tal que parecia que tinhamos descoberto ali serem gémeos ou algo assim.

A 7 de novembro fiz o exame de sexagem fetal. A dia 19 a minha irmã foi levantar. E durante todo este tempo ela guardou heroicamente o segredo. Tentaram saber de todas as formas, incluindo eu, mas ela nunca se descaiu. E conseguiu ainda confundir os pais…

Foi um momento único. Chorei imenso! Num misto de alegria e surpresa.

E no mesmo momento anunciamos quem seriam os padrinhos endereçando-lhe uma carta muito especial…

Von Willebrand 

O meu ano mudou a 13 de julho. 3 dias depois de fazer 30 anos, estava ainda em clima de festa, quando no consultório da hematologista ouvi que tinha doença de Von Willebrand. Mais informação clicando aqui.

Sobre ela sabia zero. Tinha tentado interpretar os resultados das análises mas sem sucesso. O dr google havia sido inconclusivo.

Primeiro foi importante perceber o que era e o que ia mudar na minha vida. Mais importante que a doença em si foi tratar uma profunda anemia de ferro. Ter cuidado com cortes e cirurgias.  E viver como até aqui. 

No entretanto fiquei grávida. Não foi um acidente. Sei bem o que fiz.  Mas não foi planeado.  Simplesmente aconteceu. A gravidez ajuda nestes casos devido à hipercoagulação. Como tenho problemas a coagular o bebé veio normalizar as coisas.

Tive algumas perdas de sangue.  Seis no total. Todas minhas. A primeira foi um susto. As restantes já sabia interpretar os sinais e como me disse o meu obstetra em tom de brincadeira já estava profissional. 

Sangue. Caminhar. Contar os minutos.  Se aumentar hospital. Se diminuir registrar. Se não parar em 8h hospital. Se parar registar. Todas pararam e no tempo certo.

Bebé perfeitinho e mãe tranquila.

O parto será outra história. Tem que ser muito bem controlado. Em hospitais com banco de sangue. Mas nada que me apoquente.

Como descobri?

  • Dádiva de sangue em que demorei muito a recuperar. Por estranho que pareça não analisam a coagulação nos sangue que damos.  E posso dar sangue que não vai afetar quem recebe. Só a mim.
  • Hemorragia no olho.
  • Nódoas negras enormes, dolorosas e inexplicáveis. 
  • Cansaço extremo.
  • Hemorregias ao me assoar ou tossir.

Acresce a isto que sempre que me cortei com facas ao longo da vida tive sempre que ir ao hospital para fechar. Nunca levei pontos mas sim cola.  Várias vezes me perguntaram se tinha problemas de coagulação.  Em criança fiz mesmo testes de hemofilia a pedido do pediatra mas não deu em nada. 

O nosso Natal 🎄

Este foi o primeiro Natal a dois. E a três também. 

A família do Sérgio é maravilhosa. Acolheram-me super bem desde o primeiro instante. Com o bebé a caminho sou ainda mais mimada.

Ele não abdica de estar com a familia dele. São super unidos. Eu idem. Ainda para mais a minha mãe faz anos a 24.

Então encontramos um meio termo. Jantámos com a minha família a 24. Fomos abrir os presentes com a família dele. A 25 almoçamos com a família dele e jantamos com a minha. Como a sogra estava sozinha veio também.

E foi perfeito. Ficaram todos felizes, principalmente nós.

Recebemos prendas muito giras para o baby.

E de repente dou conta que estou a meio da gravidez…ainda ontem descobri que estava grávida!