It’s a girl!!


Vem aí uma Alice 💖

E a forma como descobri foi muito especial. Desde os tempos de Brasil que sempre quis fazer um chá revelação. O meu núcleo familiar somos mulheres. Lógico que entraram logo na onda e tema da festa.

No passado domingo reunimos a família e amigos. Foram 140 pessoas no total. Nunca imaginei que fosse tanta gente, juro!

E perante todos revelamos o que seria. Mas ao contrário do que todos imaginavam nem eu nem o pai da criança sabíamos. Só sabia a minha irmã. E nós achamos sempre que ia ser menino. A surpresa foi total.

Fizemos um vídeo profissional da festa que depois prometo publicar. Ainda vai demorar um tempinho a editar. Dizem os amigos que a nossa cara foi de surpresa tal que parecia que tinhamos descoberto ali serem gémeos ou algo assim.

A 7 de novembro fiz o exame de sexagem fetal. A dia 19 a minha irmã foi levantar. E durante todo este tempo ela guardou heroicamente o segredo. Tentaram saber de todas as formas, incluindo eu, mas ela nunca se descaiu. E conseguiu ainda confundir os pais…

Foi um momento único. Chorei imenso! Num misto de alegria e surpresa.

E no mesmo momento anunciamos quem seriam os padrinhos endereçando-lhe uma carta muito especial…

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Von Willebrand 

O meu ano mudou a 13 de julho. 3 dias depois de fazer 30 anos, estava ainda em clima de festa, quando no consultório da hematologista ouvi que tinha doença de Von Willebrand. Mais informação clicando aqui.

Sobre ela sabia zero. Tinha tentado interpretar os resultados das análises mas sem sucesso. O dr google havia sido inconclusivo.

Primeiro foi importante perceber o que era e o que ia mudar na minha vida. Mais importante que a doença em si foi tratar uma profunda anemia de ferro. Ter cuidado com cortes e cirurgias.  E viver como até aqui. 

No entretanto fiquei grávida. Não foi um acidente. Sei bem o que fiz.  Mas não foi planeado.  Simplesmente aconteceu. A gravidez ajuda nestes casos devido à hipercoagulação. Como tenho problemas a coagular o bebé veio normalizar as coisas.

Tive algumas perdas de sangue.  Seis no total. Todas minhas. A primeira foi um susto. As restantes já sabia interpretar os sinais e como me disse o meu obstetra em tom de brincadeira já estava profissional. 

Sangue. Caminhar. Contar os minutos.  Se aumentar hospital. Se diminuir registrar. Se não parar em 8h hospital. Se parar registar. Todas pararam e no tempo certo.

Bebé perfeitinho e mãe tranquila.

O parto será outra história. Tem que ser muito bem controlado. Em hospitais com banco de sangue. Mas nada que me apoquente.

Como descobri?

  • Dádiva de sangue em que demorei muito a recuperar. Por estranho que pareça não analisam a coagulação nos sangue que damos.  E posso dar sangue que não vai afetar quem recebe. Só a mim.
  • Hemorragia no olho.
  • Nódoas negras enormes, dolorosas e inexplicáveis. 
  • Cansaço extremo.
  • Hemorregias ao me assoar ou tossir.

Acresce a isto que sempre que me cortei com facas ao longo da vida tive sempre que ir ao hospital para fechar. Nunca levei pontos mas sim cola.  Várias vezes me perguntaram se tinha problemas de coagulação.  Em criança fiz mesmo testes de hemofilia a pedido do pediatra mas não deu em nada. 

O nosso Natal 🎄

Este foi o primeiro Natal a dois. E a três também. 

A família do Sérgio é maravilhosa. Acolheram-me super bem desde o primeiro instante. Com o bebé a caminho sou ainda mais mimada.

Ele não abdica de estar com a familia dele. São super unidos. Eu idem. Ainda para mais a minha mãe faz anos a 24.

Então encontramos um meio termo. Jantámos com a minha família a 24. Fomos abrir os presentes com a família dele. A 25 almoçamos com a família dele e jantamos com a minha. Como a sogra estava sozinha veio também.

E foi perfeito. Ficaram todos felizes, principalmente nós.

Recebemos prendas muito giras para o baby.

E de repente dou conta que estou a meio da gravidez…ainda ontem descobri que estava grávida!

O meu Obstetra é melhor que o teu!

Conheci o Dr. Bruno Nogueira numa urgência no Hospital da Luz. Cheguei lá aos 21 anos a esvair-me em sangue com uma hemorragia menstrual complicada. Lembro-me que ele foi simpático q.b. e o único que me olhou nos olhos e disse: “és muitos nova para andares sempre nisto; eu vou ajudar-te!”. E cumpriu. Graças a ele nunca mais tive grandes problemas menstruais. Exceção para quando vivi no Brasil e era seguida por outro médico lá. Foi de tal forma desesperante que eu decidi vir de propósito a Portugal para ele me ver e com a sua sabedoria lá resolveu em 24h o que em meses não foi resolvido.

Cada um nasce para o que nasce. É das expressões populares que mais gosto. E ele nasceu para isto. Sinto nitidamente que o faz por paixão.

Quando soube que estava grávida liguei primeiro para ele e só depois para a minha mãe. Ele quase que soube antes do pai da criança!!

Desde o primeiro momento ele tem sido fora de série. Comparo muito o atendimento dele com o de outras grávidas no grupo de mães onde me enfiei no facebook. Ou até com outros médicos onde já fui nas urgências várias.

Lembro-me bem que quando cheguei ao consultório estava de 4 semanas e 3 dias. Não é gravidez que se apresente. Poderia não evoluir, poderia não estar no lugar correto. Tinha tudo para correr mal; como tinha tudo para correr bem. No seu jeito descontraído só me disse: “tens que voltar daqui a 2 semanas para tirar a foto oficial para o álbum de recordações”. Foi o mesmo que me dizer que não sabia o que ali estava e era melhor esperar. Mas a descontração e desprendimento fez-me ficar tranquila e pensar que simplesmente ia correr tudo bem.

Atolhei-o de perguntas. Muitos Ses e Mas. Principalmente sobre as coisas que correm mal. Sempre calmo e descontraído respondeu a tudo.

E foi ele que numa urgência me parou os vomitos. Depois de 5 episódios, 3 hospitais, 8 médicos…foi ele mais uma vez que parou tudo. Estou há 2 semanas sem vomitar. É algo tão maravilhoso que nem há descrição possível.

Quando tive uma perda de sangue ele foi esperacular a acalmar-me e fazer o que podia à distância. E no fim não era nada da gravidez, era meu! E já tive mais (haverá post sobre o tema)…e ele esteve sempre lá.

Estado

Hiperemese Gravídica

Quem me conhece sabe que toda a vida critiquei muito as grávidas que se faziam de coitadinhas; gravidez não é doença!

Estou a pagar por tudo o que disse minha gente!!!

A partir das 7 semanas de gravidez, para leigos logo após o primeiro mês, comecei com vómitos atrás de vómitos. Tudo o que comia saltava fora.

Estou de 13s, ou seja, ando há 6 semanas nisto…Há 6 semanas que vomito que nem uma maluca. Todos os dias quando acordo o esquema é este: vomito, como o pequeno almoço, vomito, como novamente o pequeno almoço e depois vou à minha vida.

Já estive 3x no hospital. Já fiquei internada numa delas. Foram mais de 72h sem conseguir comer absolutamente nada. Estava fraca, desidratada, um caco.

Já me deram tudo o que ma grávida pode tomar. Já tentei todos os medicamentos, suplementos, mezinhas…falta somente recorrer à magia negra…hehe

O meu obstetra que é muito contra medicamentos disse claramente: “se nada faz efeito então vamos largar as drogas e aguenta-te!! no limite quando a criança nascer isto passa tudo!!” – que alento…

Vantagens:

  • Aprendi a vomitar coisa que sempre tive imensa dificuldade desde criança, não me perguntem porquê!
  • Com a brincadeira já perdi 7kgs desde que engravidei; anos de dietas para isto!!

Ao falar com várias amigas e pessoas chegadas descobri que os vómitos na gravidez são mais comuns do que imaginava. Nem todas de forma tão intensa e aguda como eu. Ainda assim uma amiga teve exatamente o mesmo e ficou internada com risco de perder o bebé dada a intensidade dos vómitos.

O curioso de tudo isto é que em nenhum momento o bebé esteve em risco. Em nenhum instante houve problemas com a cria. Sempre alegremente nas ecografias como se nada se passasse, a desenvolver bem e acima da média como se nada disto fosse relevante para a sua vida. “Sofre prai mãe que aqui tá-se lindamente!”

Confesso que me impressionou quando o médico me disse: “Rita Maria esta criança vai nascer! Porque pela quantidade de vómitos, desnutrição, e afins que já passaste e o bebé não tem problema algum, só te digo, veio para ficar! Há mulheres que espirram e perdem o bebé ou que tossem e têm descolamentos de placenta. És das poucas grávidas que segui a quem a hiperemese de forma tão severa não afetou em nada o bebé!” Péssima a reter comida, excelente incubadora!

No inicio da gravidez, logo na primeira consulta, o médico disse: “vais perder 15kgs com a gravidez! é normal mulheres com excesso de peso emagrecerem muito”. Ainda perguntei se seriam 15kgs com ou sem bebé e ele respondeu claramente que ao dia do parto teria menos 15kgs do que tinha na primeira consulta. Lá está, anos de dietas e era uma gravidez a solução querem lá ver…?!

A verdade é que 7kgs já foram. O bebé cresce. Eu tenho barriga. Em teoria perdi muito mais que os 7kgs. As reservas de gordura estão a ser utilizadas no seu exponente máximo (fiz uma análise para verificar isso a pedido do médico). Eu como que nem uma desalmada. De 2h em 2h senão vomito, fora as vezes em que vomito mesmo. Como de tudo o que possam imaginar. Já cheguei a comer feijoada ao pequeno almoço num absurdo desejo de grávida (vai dar tema para outro post seguramente).

Começo a achar que talvez ele tivesse razão. Podia era no mínimo ter avisado que seria na base do vómito e uma pessoa preparava-se psicológicamente.

No meio de tudo isto continuo a trabalhar. Gravidez não é doença e apesar de 3 médicos já me terem tentado meter de baixa eu recusei sempre. O meu obstetra fez um acordo comigo. Trabalhar só a partir de casa sossegada. Só posso sair à rua 4h por dia e não para trabalhar. Tem sido quase isso (ou não) que tenho feito.

Nota

Contar ou não contar! Eis a questão

Muitos casais quando descobrem uma gravidez optam por não contar logo. Esperam as famosas 12 semanas, a típica barreira dos 3 meses.

Para muitos está relacionado com perdas gestacionais anteriores.

Eu e o Sérgio decidimos que íamos contar logo a toda a gente. Contei à minha irmã no instante seguinte a dar positivo. Ela estava em Londres e fez um escândalo! A minha família e amigos chegados souberam logo naquele dia. Falo de 5 / 6 pessoas no máximo. Os mais importantes mesmo.

Do lado do Sérgio demorou um pouco mais. Infelizmente no momento em que ele ligou à mãe para contar soube que a sua tia, irmã da mãe, alguém de quem ele gostava muito, havia morrido nesse dia. Decidimos adiar até a poeira assentar. Mas quando contámos a felicidade do outro lado foi igualmente imensa.

Depois fomos falando conforme as semanas iam avançando e íamos estando pessoalmente com as pessoas. Às 12 semanas colocámos abertamente no Facebook após confirmarmos na ecografia que não há qualquer mal formação.

Entendo os dois lados da moeda. Quem conta logo e quem opta por esperar. Todas as razões e opções são válidas. Para mim não fazia sentido ser de outra forma.

A melhor notícia de todas!

Há muito que ando para escrever no blog sobre a melhor noticia deste ano!

Encontrei aquele que será com toda a certeza o pai dos meus filhos. E foi de repente. Ele estava literalmente ali na esquina, andamos sempre muito próximos, até que o destino nos juntou. E como que por magia tudo foi acontecendo de forma tão tranquila e tão simples que até hoje me parece estranho.

Foi tudo rápido comparando com outras histórias mas simples, descomplicado e sem dramas. E acho que foi isso que tornou tudo tão especial.

Há muito tempo que queria ser mãe. Muito mesmo. Enquanto casada estive imenso tempo a tentar sem sucesso. Simplesmente não tinha que ser.

Quando eu e o Sérgio decidimos viver juntos optamos por a partir daí não ter mais cuidado. Ambos queríamos ser pais. Achámos que fazia sentido aos dois. Parece loucura mas entregamos nas mãos do destino literalmente.

Quis o destino que eu engravidasse logo no dia em que fomos morar juntos. Quando soube fiquei super feliz. Depois foi o choque do “mas já?! ainda nem arrumei as caixas todas da mudança!”.

E de repente tinha para contar a todos a melhor das notícias de 2017…Vem aí um rebento!!